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No último dia 8 de fevereiro, o Professor Gustavo Bunger contou tudo sobre o Curso de Arquitetura de Soluções, explicando a proposta, o escopo, o que agrega aos alunos e toda a sua organização de conteúdos e conhecimento.
Você encontra também os detalhes sobre o curso nesta página: Arquitetura de Soluções: Os Guardiões da Estratégia.

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Data da postagem: 14/02/2024
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A arquitetura corporativa e os frameworks de telecomunicações: Uma parceria de sucesso https://arquimatica.com.br/a-arquitetura-corporativa-e-os-frameworks-de-telecomunicacoes-uma-parceria-de-sucesso/ https://arquimatica.com.br/a-arquitetura-corporativa-e-os-frameworks-de-telecomunicacoes-uma-parceria-de-sucesso/#respond Wed, 08 Sep 2021 02:38:00 +0000 https://arquimatica.com.br/?p=296

Com as primeiras grandes implantações de sistemas, redes e data centers na década de 60, surgiram dificuldades na gestão da estratégia corporativa, no controle do uso dos recursos e os “silos” de informação entre departamentos, cuja luta para encerrá-los perduram em muitas organizações até hoje. A partir da década de 70 apareceram as primeiras metodologias para arquitetura corporativa, como o BSP – Business System Planning , e na sequência os primeiros frameworks, como Zachman e os governamentais DoDAF,  FEAF e TOGAF, do The Open Group, bastante conhecido pelo mercado.

  Estes frameworks e metodologias deram substância e usabilidade às visões arquitetônicas e, a partir da década de 80, foram surgindo outros tipos de arquiteturas e frameworks especializados, em especial para telecomunicações, como veremos na sequência.

O TM Forum

Em 1988, oito empresas de peso das áreas de TICs – tecnologia da informação e comunicações se juntaram para formar o OSI/Network Management Forum:

  • AT&T, Hewlett-Packard, Amdahl Corporation e Unisys, dos EUA.
  • Telecom Canada e Northern Telecom, do Canadá.
  • R3British Telecom e STC, da Grã-Bretanha.

  Dali em diante, o fórum seguiu num crescente de associados (hoje são mais de 850 organizações ao redor do mundo), mudou de nome algumas vezes e também iniciou a divulgação de diversos padrões de arquitetura e interoperabilidade entre vários fornecedores e integradores de soluções de telecomunicações e computação.

NGOSS

A partir do ano 2000, o naquela época chamado Telemanagement Forum iniciou seu programa NGOSS – Next Generation OSS/BSS Solutions. O objetivo da iniciativa era debater e concretizar o conceito de interoperabilidade entre os vários provedores de soluções físicas e lógicas de telecomunicação, muitos deles ainda trabalhando com padrões proprietários. O que por um lado era uma forma de defesa dos nichos e markets share, provocava no conjunto da obra um gargalo na evolução da conexão entre redes, e, portanto, na expansão da “economia de Internet” dificultava a logística e manutenção e não promovia uma competição mercadológica justa com organizações de diversos tamanhos e com boas soluções.

  A principal forma de expressão dos grupos de trabalho dentro do fórum foi um repositório de documentações, padrões, modelos e códigos que fossem consultados e adotados pelas organizações associadas. Dentro desse conjunto de conhecimento, as contribuições mais expressivas foram os seus frameworks de arquitetura, processos e dados específicos para telecomunicações: TAM, eTOM e o SID.

Frameworks para telecom

Em maior ou menor grau, todos eles ao longo de sua evolução procuraram se alinhar com o que já havia sido estudado e proposto nos padrões e modelos pregressos de arquitetura corporativa. Antes de entrarmos no detalhe, é importante entendermos que nos modelos típicos de arquitetura, como no TOGAF, por exemplo, os elementos corporativos que fazem parte de uma organização são separados em camadas: negócios, aplicações, dados e tecnologia (que pode ser interpretado como infraestrutura). Essas mesmas camadas foram utilizadas como norteadoras dos materiais do TM Forum:

  • Camada de Negócios: eTom.
  • Camada de Aplicações: TAM.
  • Camada de Dados: SID.
  • Camada de Tecnologia: Open API, Toolkits.

TAM

O TAM é um conjunto de aplicações que suporta os processos de negócio, cada qual com uma descrição e uma série de funcionalidades típicas associadas. Essas aplicações são visualmente organizadas num arranjo entrelaçado de camadas e colunas (daí o nome framework – treliça), que representa agrupamentos de temas para os quais aquelas aplicações atuam.

  Inicialmente, o acrônimo significava Telecom Application Map (mapa de aplicações de telecom). Com o passar do tempo, verificou-se que esta visão não era restrita só a telecomunicações: quase toda empresa tem atividades de faturamento, atendimento, cobrança, etc. Com isso, ainda que a sigla corresponda à sua origem, o TM Forum mudou seu nome para Application Framework, correspondendo à sua abrangência.

  Por meio do TAM é possível identificar rapidamente a que domínio funcional uma aplicação pertence, se ela atende aos temas de BSS ou aos de OSS, se é voltada para a estratégia ou operações e se é comum a toda a empresa, além de saber que capacidades ela deve ter. Isso facilita o diálogo entre arquitetos, fornecedores e operadoras e também ajuda na execução de métodos como APM (gestão do portfolio de aplicações).

eTOM

O Telecom Operations Map (mapa de operações de telecomunicações, atualmente chamado de Business Process Framework) é um grande catálogo hierárquico dos processos de negócio que devem compor uma empresa de telecomunicações, mas que como o TAM, pode servir de referência para outras organizações.

  Também é apresentado na forma de um framework que segue a lógica de divisão de assuntos e propósitos, porém descrevendo processos.

SID

O Shared Information Data (dados de informações compartilhada, atualmente chamado Information Framework) corresponde à resposta do TM Forum para modelos de dados e informações que possam ser usados de forma comum entre as organizações, decompondo, agregando e descrevendo domínio, entidades, atributos, associações e outros temas típicos de uma arquitetura de dados. Sua origem está fortemente atrelada à recomendação ITU-T M3100, de 1992: Generic Network Information Model (modelo genérico de informações de rede) e também às contribuições dentro do fórum.

  A estrutura do SID começa nos domínios, que são comuns ao TAM e ao eTOM. A partir daí são descritos os ABE – Aggregate Business Entitities (entidades agregadoras de dados) que podem ser decompostos na camada seguinte: Business Entities (entidades de negócio). Estas entidades representam elementos que sejam de interesse do negócio, tangíveis, conceituais ou ativos. Na sequência o modelo descreve classes e atributos desses elementos, utilizando a UML como a linguagem de modelagem dessas descrições.

Além do framework

Além dessas contribuições, que marcaram e melhoraram o panorama do mercado de TIC ao longo desses mais de 30 anos de existência, existem outros programas do TM Forum que merecem menção.

ODF

O Open Digital Framework (framework digital aberto) é um conjunto de ferramentas, padrões e códigos que visa facilitar a migração dos atuais sistemas de TIC (chamados de legados) para sistemas modulares, nativos em nuvem e com orquestrações usando a inteligência artificial.

  Lançado em maio de 2020, esse framework incorpora e representa as atualizações das visões do TM Forum sobre temas modernos como o advento do 5G, virtualização de redes, orientação a dados, cloud, aprendizado de máquina, conteinerização, metodologias ágeis e outros temas correntes que ganharam destaque nos últimos 10 anos.

Open API

As formas de integração entre as plataformas, sistemas e organizações propostas pelo TM Forum e que são a base para a interoperabilidade foram atualizadas ao longo do tempo, desde os paradigmas mais simples de comunicação batch até o uso de APIs. Com o programa Open API, o próprio fórum mantém, atualiza e compartilha APIs abertas, com os respectivos códigos, requisições, respostas e exemplos para que as organizações participantes possam usufruir, fomentando a padronização e o reuso, acelerando o teste e implantação de novas tecnologias.

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Não sacaneie o Arquiteto Corporativo! https://arquimatica.com.br/nao-sacaneie-o-arquiteto-corporativo/ https://arquimatica.com.br/nao-sacaneie-o-arquiteto-corporativo/#respond Mon, 06 Sep 2021 16:47:00 +0000 https://arquimatica.com.br/2020/01/04/british-designer-create-arras/

Cansaram. Ao longo dos últimos meses – talvez pelo aquecimento do mercado de TIC – muitos profissionais amigos me relataram a percepção de que os recrutadores ou os gestores por trás de algumas oportunidades estão tendo muita dificuldade em expressar as qualidades que desejam em vagas para arquitetos corporativos e todos as suas vertentes de atuação: aplicações, dados, infraestrutura, segurança e outros.

Com isso em mente, resolvi escrever este artigo para que de alguma forma ele possa ajudar os tech recruiters e pessoas que não entendem muito bem nosso papel nas corporações.

Usando de muita síntese, podemos dizer que:

O Arquiteto Corporativo é um profissional com visão do todo da organização, com a missão de alinhar o que foi determinado como estratégia pelo alto corpo executivo e sua execução ao longo do tempo. Ele é capaz de navegar desde os processos de negócio que a empresa cumpre, passando pelos sistemas e dados envolvidos e chegando até a infraestrutura que suportará aquela operação em atendimento à estratégia definida.

Como bom aquariano, quero ser diferente: comentar o que é um arquiteto corporativo já é tema bem debatido, e para isso você pode contar a com a ajuda deste minicurso na faixa de um dos maiores expoentes no tema aqui no Brasil: Atila Belloquim, da Gnosis Solutions.

Creio que você já entendeu a motivação, então agora vamos direto ao ponto: O que o arquiteto corporativo não é !

1: O arquiteto corporativo NÃO é um desenvolvedor senior.

O arquiteto corporativo trabalha com a visão holística: ele conhece muitos sistemas, suas interações, traça roadmaps de como evoluirão para suportar o negócio, mas não adianta publicar uma vaga pedindo pro arquiteto corporativo codar em Java ou Python. O que essa vaga quer na verdade é um desenvolvedor senior, ou ainda um arquiteto de software, que normalmente é um profissional experimentando em uma ou mais linguagens de programação, e que deve zelar pelas boas práticas de codificação, compatibilidade de novas versões, estrutura dos programas e normalmente ser o consultor final quando existem problemas nos projetos de desenvolvimento.

A função de arquiteto corporativo não requer desenvolver. Claro que o profissional pode conhecer linguagens, eventualmente ser um bom programador, mas se você fez o minicurso lá de cima, viu o quanto além da programação e testes esse arquiteto precisará entender e definir numa organização.

E antes que me esqueça: arquiteto corporativo hands-on também se enquadra nesse tópico!

2: O arquiteto corporativo NÃO é um "Arquiteto Full stack"

Olhem, não sei de onde surgiu o termo, e é tão, tão ridículo, que prefiro não saber mesmo. A idéia por trás do termo, é um arquiteto que elabore soluções, estude novas tecnologias, desenvolva front-end e back-end, analise vulnerabilidades de segurança, monte uma infraestrutura no cloud, assovie, chupe cana e faça algumas piadinhas de stand-up comedy nos intervalos.

O arquiteto corporativo precisa ter visão holística, mas não ser o MacGyver. Esse profissional que algumas vagas ensejam é puramente ficção!

3: O arquiteto corporativo NÃO é um especialista

Arquiteto corporativo SAP, Arquiteto AWS, Arquiteto Java, Arquiteto JD Edwards, Arquiteto SOA, Arquiteto Salesforce, Arquiteto Corporativo Digital, Arquiteto Azure, Arquiteto Arbor, Arquiteto SpringBoot...ufa!! várias são as vagas que pedem um profissional que conheça TOGAF, elabore roadmaps, determine as capacidade de negócio, e…seja um especialista em uma determinada tecnologia.

Acho que já expliquei aqui mesmo que um arquiteto corporativo olha o todo, e apesar de poder ter algum conhecimento específico, não precisaria tê-lo se a organização de fato sabe que quer um arquiteto, e não um especialista.

O mercado (e os próprios fornecedores das tecnologias) cunharam termos como Azure Solution Architect, Salesforce architect e por aí vai. A idéia é ter um especialista que consiga desenhar uma visão de arquitetura, normalmente no nível de infraestrutura, integrações e aplicações, mas isso não é o escopo de um arquiteto corporativo. Talvez seja de um de um arquiteto de soluções, mas esse profissional também estará limitado pelas marcas e certificações que detém.

Concluindo, a intenção aqui foi de uma forma bem humorada tanto alertar meus colegas arquitetos corporativos sobre incoerências que encontramos em vagas, como abrir os olhos dos recrutadores e executivos por trás destas que ainda tem uma visão equivocada do que á arquitetura corporativa e qual seu papel nas organizações!

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